Sem sentimentalismo barato
Voces podem achar piegas, mas existem coisas que soh estando longe de casa para se entender.
Outro dia eu estava passando no calcadao quando vi um musico de rua tocando um instrumento maluco. Era tipo um alaude, mas ele nao tocava nas cordas, mas sim numa manivela. O principio eh o mesmo do violino, mas ao inves de passar um arco pelo lado de fora, era um cilindro por dentro da viola que fazia as cordas vibrarem, e este por sua vez era controlado pela manivela. O tal do cara estava com uma roupa estranha, parecia saido de uma taberna medieval, com chapeu de penas longas, tocando e cantando em cima de algo que parecia uma tina antiga de lavar roupas. Eu imagino que ele seja irlandes. Havia uma cordinha amarrada no joelho dele que a medida que ele batia o pe no chao, ele movimentava um casal de bonecos que estavam pendurados na mesma cordinha. Os bonecos batiam os pes no chao produzindo um estalido que cabia no compasso da musica. Um espetaculo muito curioso... O homem jah era um tanto idoso, ou talvez apenas sofrido...
Ele cantava num idioma incompreensivel, talvez um dialeto, uma vez que na Irlanda fala-se ingles (ou serah que gazeei esta aula de Geografia?) com os olhos fechados, com uma expressao facial de quem sonha, de quem lembra da patria, de quem atraves da musica evoca os encantos da mae gentil, a cor do ceu, o som do mar... o sabor das frutas do mato...
Apesar de nao entender patavina do que ele cantava, eu entendi muito bem o que era aquela carinha de quem sonha: Saudade da patria.
Hoje ouvi na radio do Portal Terra uma musica do Cidade Negra que eu nunca tinha ouvido antes, queria oferece-la para todos voces, meus amigos (tipo aquelas radios: De Janaina, do Sitio Cercado para Henrique da Vila Fanny, super romantico, super cafona, super in, super out!). Segue abaixo a letra, acho que tem a ver, uma vez que amizade tambem eh amor...
Berlim
by Toni Garrido / Da Gama
o la la la la...
ainda sorri pelo canto
ainda sorri pelo canto
o la la la la...
e você ri sem saber que aqui eu fico chorando
aquela semana em berlim
aquela cidade é celestial, é celestial
toda aquela semana em berlim
e berlim não viu o nosso amor
a saudade se intensifica
tudo lembra o nosso amor por aqui
tenho visto muitas maravilhas
mas não brilham sem tua presença
as nuvens do céu de berlim
escrevem teu nome
quando o vento passa por elas
eu continuo rodando
procurando encontrar coisas que me façam
lembrar mais de você, aqui em berlim
o la la la la...
ainda sorri pelo canto
ainda sorri pelo canto
o la la la la...
e você ri sem saber que aqui eu fico chorando
não adiantava ler bons livros com histórias românticas
não adiantava ver bons filmes, nos cinemas de berlim
o la la la la la...
o la la la la...
o la la la a...
.....berlim

